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Eversharp Skyline

Eversharp Skyline
Início da década de 40, Estados Unidos da América: em um momento de efervescência industrial caracterizado pelo lançamento de “modernidades” com desenhos industriais diferenciados, a fábrica de instrumentos de escrita Eversharp Inc. (subsidiária da Wahl Pen Company) contratou, visando o desenvolvimento de uma nova linha de canetas, um dos mestres do design da época - Henry Dreyfuss - cujo estilo inconfundível já marcava diversos ícones muito comuns nos lares americanos, como os relógios Westclock, os telefones coloridos Bell utilizados pela AT&T, o aspirador Hoover, a câmera Polaroid, dentre outros.

Um dos trabalhos mais afamados de Dreyfuss foi a remodelação da locomotiva do trem de passageiros denominado 20th Century
Limited
da New York Central System, cuja frente por ele projetada teve a mesma inspiração futurista da nova caneta.

Com um investimento de US$ 238 mil, montante elevado e de alto risco à época para o projeto e desenvolvimento de uma “simples” caneta, na primavera de 1941 foi lançada a Eversharp Skyline ou Skyliner como grafado nos primeiros desenhos de Dreyfuss, tendo o “R” suprimido nas inscrições da caneta quando do processo de fabricação definitivo.

Com grande sucesso desde o lançamento e tendo chegado ao 1º lugar na venda de canetas tinteiro nos EUA em 1945, a Skyline permaneceu em produção até 1948. Foi (mal) substituída pela linha Symphony, fracasso de mercado se comparado ao sucesso da antecessora, embora tenha sido projetada por outro grande designer americano, talvez o mais famoso de todos: Raymond Loewy, que desenvolveu “logos” da Shell e da Exxon, alterou de forma marcante o estilo dos automóveis Studebaker, desenhou produtos Frigidaire, redesenhou a garrafa original da Coca-Cola em 1955, adicionando a tipografia branca e marcante Coke & Coca-Cola; etc..

Com o corpo afilado enquanto fechada e “acinturado” quando aberta, complementado por tampa com “chapéu” (derby) arredondado e envolvido pelo clipe, a aerodinâmica Skyline tinha um aspecto inusitado, porém charmoso e agradável, além de boa ergonomia e variedade de penas, sempre em ouro de 14 quilates, para todos os estilos de escrita.

Além da inovação no design, do eficiente sistema de enchimento por alavanca e da boa capacidade de armazenar tinta, também trazia uma inovação técnica que contribuiu para o sucesso: um sistema de equalização de pressão interna impedia o vazamento de tinta a bordo de aviões, enorme transtorno pelo qual passavam pilotos e passageiros - do cada vez mais utilizado meio de transporte - que não ainda possuíam a nova vedete do mercado. Essa característica levou as Forças Armadas americanas a elegerem a Skyline como a “Caneta Oficial dos Pilotos”, grande honra que retornou muitos dólares ao feliz fabricante.

A Skyline era oferecida em três tamanhos básicos: padrão (standard), curto (lady) e longo (oversize), sendo esta última denominada Executive, produzida em quantidade bastante reduzida e sempre inteiramente em plástico. Presente em algumas coleções - embora não haja registro na literatura disponível - há um modelo com comprimento equivalente ao da lady, porém mais fino (corpo e tampa com diâmetro menor), ao qual caberia com mais propriedade o nome lady, por seu aspecto ainda mais delicado.

Quanto às cores, padrões e acabamentos, a Skyline foi, talvez, a caneta que mais tenha apresentado alternativas ao consumidor durante os anos em foi mantida em produção, desde a econômica Thrift (toda em plástico, sem anel na tampa e com clipe que não envolvia o “chapéu”) vendida no lançamento por menos de US$ 5.00, até a Command Performance (toda em ouro maciço de 14 quilates) oferecida por US$ 125.00!

De fato, havia opções para qualquer bolso e gosto:

·        toda em plástico com diversas cores sólidas ou peroladas (modern stripe ou moire), estriadas em 2 tons (só tampas, sempre montadas em corpo com a cor predominante das estrias), tampas adornadas com anel largo, fino ou sem anel, com tampa texturizada (só na thrift), “chapéu” em plástico ou dourado (banhado a ouro);

·        corpo em plástico com diversas cores sólidas e tampas metálicas banhadas a ouro (3 padrões diferentes, a maioria sobre prata) ou com tampa de ouro maciço e liso de 14 quilates, com “chapéu” em plástico ou dourado;

·        toda metálica, banhada a ouro (3 padrões diferentes, a maioria sobre prata), ou de ouro maciço e liso de 14 quilates, sempre com “chapéu” dourado;

Dentro destas opções havia uma enorme gama de possíveis combinações. Se o comprador desejasse, por exemplo, uma caneta perolada, deveria escolher além do tamanho standard ou lady (não há registro de executive perolada), uma das 5 cores disponíveis e, ainda, um dos seguintes acabamentos:

·        sem anel e “chapéu” em plástico;

·        com anel fino e “chapéu” dourado;

·        com anel largo e “chapéu” dourado;

Resumindo, só nas Skyline’s peroladas havia 30 opções, fora as possíveis variações das penas!!!

E é claro que, como sempre, há aquele comprador - talvez compradora - que dispara: “não era bem isso que eu queria”! O atencioso revendedor podia montar o “modelito” de preferência do freguês, colocando, por exemplo, um “chapéu” dourado em uma caneta que não havia nascido com essa altivez...

Aproveitando o espírito de guerra que reinava no país, a Eversharp lançou e manteve em produção durante os anos de 1943 e 1944, o que seria hoje uma Série Especial: o conjunto Skyline Army & Navy, um par de canetas tinteiro, ambas com anel largo, com combinação de cor invertida se comparada às canetas de linha - a Army, com tampa estriada em vermelho e branco, corpo e “chapéu” azul e a Navy, com tampa estriada em azul e branco, corpo e “chapéu” vinho. Para completar o patriotismo explícito, o set era oferecido em um estojo branco, adornado com fita azul e vermelha! Não é necessário dizer que muitos conjuntos foram produzidos, sendo quase certa a presença desse set nas coleções atuais que privilegiam a marca Wahl-Evershap.

Raros até em coleções importantes, são 3 modelos fabricados em pequena escala no ano de 1945, todos com o tradicional corpo de plástico, mas com tampas diferenciadas: uma em aço liso e clipe cromado, uma com anel largo e anel fino extra junto ao “chapéu” e, por fim, uma com 4 anéis, sendo um finíssimo dando acabamento à borda, o anel fino na posição tradicional e mais 2 finos, próximos entre si e na altura da entrada do clipe.

O evocativo desenho de Dreyfuss inspirou muitas imitações, algumas até recentes, como a Waterman Phileas. Por outro lado, não como imitação, mas como reedição, em 1995 a Skyline voltou ao mercado, produzida com o mesmo ferramental original, apenas com o sistema de abastecimento e pena atualizados.

Além dos modelos tradicionais, a Yellow Cab foi a grande novidade: produzida em plástico amarelo e com uma barra quadriculada em preto junto ao anel tampa, vinha acondicionada em estojo amarelo, acompanhada de um modelo de antigo táxi.

Já em 1997 aparece o modelo Army Air Corps, limitado em 300 sets e fabricado com alumínio sucateado de aeronaves das 2ª Guerra, vendido em uma maleta tipicamente militar, com um avião em escala, tudo em alumínio.

Como sempre, nostalgicamente atual!

 

mlpbt

2007

 

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