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Parker 51

Parker  51

A caneta tinteiro mais vendida no mundo todo, talvez a mais avançada, até para os dias atuais.

Foi a primeira caneta com uma pena tubular, coberta por uma concha – pena encapsulada – o que alterava profundamente o “design” da caneta e permitia sua utilização sem a preocupação da secagem da tinta na pena. Seu estilo lembra o corpo de um avião a jato.

Comercializada desde 1941 até meados da década de 70 e fabricada em diversos países – inclusive no Brasil e Argentina – foi pesquisada e desenvolvida durante 11 anos e cerca de 20 milhões de canetas foram vendidas ao longo de mais de 30 anos.

Seu nome – “51” – deveu-se a vários motivos. Primeiramente, buscava-se um nome que fosse fácil de se pronunciar e lembrar em qualquer país, em qualquer idioma. O início de produção deu-se em  1939, o ano em que a “The Parker Pen Company” completava 51 anos de vida. Assim, optou-se por um número, o número “51”.

Durante o período em que esteve disponível no mercado, ocorreram algumas modificações de estilo e projeto. As canetas de 1941 (“first year”) possuíam algumas particularidades:

-          todas possuíam dois botões de alumínio, um na tampa e outro no fim do corpo, na capa traseira da bomba (blind). Esses botões foram substituídos por plástico imitando madrepérola, ainda em 1941.

-          a mola interior da tampa era grande e chegava até a borda do copo interno (“inner cap”) o que foi alterado nos anos posteriores.

-          a inscrição de identificação do ano de fabricação localizava-se no blind traseiro, junto ao aro metálico de acabamento do botão de alumínio, o que passou a ser feito no corpo, junto ao anel entre o corpo e a concha, a partir de 1942.

-          As tampas, em sua maioria possuíam a indicação do metal e teor do banho, para aquelas douradas, junto à arruela do clip na parte superior da tampa (exceção feita às tampas de aço que não possuíam qualquer inscrição).

-          O êmbulo da bomba (“Vacumatic”) nas primeiras versões era feito de alumínio, substituído posteriormente por plástico.

De 1942 até 1947, as canetas Parker “51”, mantiveram o sistema de enchimento traseiro “Vacumatic”, porém já podiam ser encontradas tanto com dois botões de madrepérola como com o “blind” traseiro redondo, somente com botão na tampa.

Em 1948, o sistema de enchimento foi drasticamente alterado, de “Vacumatic” para “Aerometric” e o “clip” da tampa foi reestilizado, eliminando-se o diamante azul (blue diamond) e redesenhando-se a flecha do clip.

Assim , a partir de meados de 1948, não mais se produziram Parker “51” com o blind traseiro e o que se removia para encher a caneta, passou a ser o corpo todo, agora inteiriço, que cobria a bomba do novo sistema “Aerometric”.

Algumas tampas e cores, são hoje consideradas mais raras, para o período da “51” Vacumatic, como aquelas com tampa de ouro maciço e prata, em vários padrões (Empire State, Escama de peixe, Ouro Liso, Prata Martelada, Prata Lisa, etc.) e com o corpo nas cores verde (nassau green), mostarda ou café com leite (tan).

Além disto, diversos acabamentos da tampa estiveram disponíveis, com combinações de clips cromeados, dourados, prata ou ouro maciço.

Durante o período da “51” Aerometric vários lançamentos foram feitos:

-          “51” Signet, com a tampa e o corpo dourados, posteriormente renomeada para Insignia

-          “51” Flighter, com a tampa e o corpo em aço escovado

-          “51” Presidential, toda em ouro maciço (14 K), com versões inglesas em 9 K e 18 K trabalhadas

-          “51” Rolled Silver, inglesa, com  a tampa e o corpo banhados em prata

-          “51” Special, com a tampa em aço polido, a bomba sem carenagem, a pena de aço e o botão preto ao invés de madrepérola, lançada para concorrer com canetas mais baratas da época.

As cores dos corpos disponíveis para a “51”  Aerometric eram: preto, azul (em 3 tonalidades), cinza, vinho (ou marrom), verde, vermelha (só inglesa), café com leite (em duas tonalidades) e uva (considerada rara).

Também bastante desejadas e procuradas pelos colecionadores são as Parker “51” Demonstrator, disponíveis à época, talvez como instrumentos promotores de venda, nas duas versões: “Vacumatic” e “Aerometric”, com a tampa metálica e os corpos, conchas e blind transparentes, permitindo uma visão do interior da caneta em funcionamento.

No princípio dos anos sessenta foi disponibilizada ao mercado uma versão da “51” com possibilidade de se utilizar cartucho de tinta ou conversor, sistema posteriormente utilizada também nos modelos “45” e “75”, tendo para tal o setor intermediário da caneta modificado e hoje são consideradas raras.

Finalmente em 1969, o corpo e a tampa da caneta foram redesenhados, tornando-as muito parecidas com a “61”, com o mesmo clip, o corpo terminando angulado e mantendo o mesmo “design” da concha.

Várias particularidades e detalhes ajudam os colecionadores a identificar os anos de produção das Parker “51”, tais como:

-          data da pena, para as “51” Vacumatic

-          inscrição no corpo, principalmente para as Vacumatic

-          tipo de mola interna da tampa

-          tamanho do clip para as “51” Aerometric (encurtado a partir de 1951)

-          posição do logotipo na tampa

-          inscrição “51” na tampa

-          inscrição no corpo da bomba para as “51” Aerometric

-          posição do furo de respiro do corpo (alterada a partir de 1960)

Além das canetas tinteiro, existiram também para formar conjuntos, uma gama de lapiseiras (em vários designs) e canetas esferográficas, além das canetas de grafite líquido (líquid lead), todas da linha das Parker “51”.

Pretendemos, proximamente, abordar maiores detalhes a respeito das diversas fases de produção da Parker “51” bem como a respeito dos outros não menos importantes sucessos de mercado da “The Parker Pen Company”, tais como Duofolds, Vacumatics, Parker 61, Parker 75, entre outras.

                                                                                                                                    cfpo

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